Havia jurado pra mim que nunca mais faria isso. Mas como todas as outras juras e promessas, não consegui cumprir.

Partilhei de novo o vinho de qualidade duvidosa. Senti a insegurança da adolescência e o sofrimento prematuto e sem sentido. Contei as mesmas histórias, ri das mesmas piadas, me deixei invadir pelo mesmo medo e senti pena de mim pelo mesmo motivo.

Talvez agora, pela milésma vez, as coisas já não sejam tão atordoantes como antes. Mas mesmo assim, continuam extremamente desagradáveis.

Continuo precisando de uma ajuda, de um braço e de um abraço. De uma solução mágica pelos problemas que não existem.

Agradeço a amizade, os ouvidos, os ombros e os conselhos que serão eternamente repetidos.