Dos dias não tão bons.
Era como se estivéssemos ligados não pelo amor, pela paixão, pela posse ou até pela dependência financeira. Nosso elo era a pura loucura.
Se fosse a minha, tudo bem, estava acostumada ao meu mundo imaginário distorcido.
Mas do outro mundo insano quando entrei eu nada conhecia. E mesmo depois de anos frequentando os becos sujos de sua insensatez, pouco aprendi.
A falta de lógica, de coerência e de verdade fizeram daquele passeio psicodélico um pesadelo colorido.
E quando passei a não suportar mais desafiar tanto as leis do bom senso, soube que havia comprado passagem de ida pra um lugar sem caminho de volta.
Houve um tempo em que eu era um só.
Mas aí aconteceu. Não consigo datar quando (ou quem). E desde então me encontro em duas metades irreconciliáveis.
Dio
junho 30th, 2010 at 18:55
Acho q vc anda pegando mto metro as 6 da tarde…
Tchella
junho 30th, 2010 at 20:12
Sempre há um caminho. Sempre. Não necessariamente de volta, mas sempre tem um pedaço da estrada q ninguém viu, uma q estão construindo ou um precipício - que seja. É só engolir o medo que paralisa (como se fosse fácil).
PS: o que é um relacionamento sem loucura? Acho que, de verdade, não existe.
Cris
julho 9th, 2010 at 2:02
Gostei daqui. Bem parecido com a proposta do meu, o seu ‘Ouça’. De onde você é?