Dos dias não tão bons.
Eu, com a minha sincera esperança tipicamente infantil, me perguntava quando seria a minha vez.
Mas a sorte, essa filha ingrata do destino, resolveu não mudar de opinião. Se limitou a me olhar com tom de deboche e dizer:
__ Mas que menina BURRA! - e começou a rir - Ainda não aprendeu que não é você que vale o dia? Lindinha, tudo que eu te reservo é uma dose diária da dor do fim.
Houve um tempo em que eu era um só.
Mas aí aconteceu. Não consigo datar quando (ou quem). E desde então me encontro em duas metades irreconciliáveis.
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